À Coxia

Com a licença dos redatores e dos leitores da Agência Rio, introduzo-me como o novo colunista deste jornal. Em memória aos colunistas Mário de Moraes (falecido em 25/04/10) e meu avô Herval Faria (falecido em outubro de 2009), falarei sobre minha concepção de vida/morte. Tentarei ser breve e filosófico.

Recuso-me a igualar minha vida ao meu tempo de vida. Viver é viver bem e ponto. Não há razão nem emoção para focarmos na longevidade da vida. (E eu juro que existem muitas pessoas que só vivem para viver muito). Esta lógica de qualificar a existência apenas em sua dimensão quantitativa vai diretamente contra a vida.

As pessoas insistem em apegar-se a vida em si e se economizando definham, mendigando existência. Repare, a vida exige grandeza e missão cumprida. Morramos invictos com nós mesmos. Morramos redondo, cumpridos, vingados. E não precisamos chegar aos 120 anos pra isto. Vivacidade é a palavra-chave.

O que seria a imortalidade senão a banalização da vida? A vida só faz sentido sob a perspectiva da morte. É preciso digerir naturalmente a necessidade de namorar o próprio fim. Sua vida é uma obra de arte e a morte é o fim deste imenso espetáculo. Permitam-me a dialética: saber viver é saber morrer.

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